domingo, 30 de outubro de 2011

Os Irmãos de Mowgli

Os irmãos de Mowgli

Há muito tempo, na Índia, um enorme tigre percorria a selva em busca de alimento. Chegou à uma clareira onde se encontravam acampados um lenhador e sua família, e pensou no banquete que iria fazer com aquele homem que dormia, ou melhor ainda, aquele menino gordo, filho do lenhador, que ali se encontrava.
Apesar do tigre ser enorme e robusto, não era muito bravo e não estava disposto a enfrentar abertamente um homem armado. Assim, ele deslizou em direção à fogueira, mas por não prestar atenção por onde andava, acabou machucando as patas, quando pisou nas brasas da fogueira. A dor o fez rugir e despertou a família acampada. O tigre, então, não teve outra saída senão escapar, furioso e mancando.
Também o lenhador e sua mulher ficaram apavorados e não repararam que o menino tinha resolvido andar pela noite, não imaginando o perigo.
Com o passo inseguro, foi subindo a colina e logo, sem saber como, entrou na cova de um enorme lobo, bravo, porém nobre e bondoso. Ao ver que o menino entrava sem medo na cova, e considerando que o tigre o queria devorar, o pai lobo pegou o menino e colocou entre seus lobinhos recém nascidos, que estavam brincando por perto da mãe loba, Raksha. Esta viu o pequeno filhote
de homem juntar-se sem receio com seus lobinhos e ficou com ele.
Pouco tempo depois, Tabaqui, o chacal, procurou Shere-Khan e lhe disse: Senhor tigre, sei onde está o menino que tanto lhe dá apetite. Se o matares, podes me dar uma parte como prêmio, por lhe haver dito o esconderijo. Ele está naquela cova, abaixo da colina. O chacal é um animal nojento, que induz os outros animais a caçar e matar, contentando-se com as sobras que lhe deixam, por isso também era conhecido com lambe pratos.
Shere-Khan foi, em seguida, à entrada da cova, que era muito estreita, que só lhe permitia meter a cabeça na sua abertura. Tal circunstância fazia com que o lobo não o temesse, já que se encontrava dentro da cova.
O lobo advertiu o tigre que fosse buscar seu alimento em outro lugar, que ele não devia transgredir as leis da selva, que proíbe a um animal matar um ser humano, porque isto faz com que muitos homens se reúnam para capturar o assassino.
Shere-Khan rugiu com raiva e começou a lançar ameaças ao pai lobo. Raksha se uniu ao esposo para expulsar o tigre dali, pois ela havia se proposto a cuidar do menino, que um dia cresceria e teria condições de matar Shere-Khan.
O tigre se retirou e o menino permaneceu com os lobos e cresceu como membro da família.
Chamaram-lhe Mowgli, que significa “pequena rã”. Levaram-no à Roca do Conselho, onde se reuniam os lobos para apresentar seus filhotes para a Alcatéia. Na ocasião, o chefe da Alcatéia, o lobo Akelá, disse que, para que Mowgli fosse aceito, ele teria que ser recomendado por dois membros da floresta. De repente apareceu uma sombra: era um urso chamado Baloo, que se propôs a ensinar a Mowgli as leis da Jângal, as diferentes vozes dos animais e os diferentes tipos de comida.
Mais tarde apareceu a pantera negra, Bagheera, que ofereceu um touro gordo pela vida de Mowgli; esta ensinou-lhe a caçar, pescar e os truques da imensa Jângal.
Mowgli, como pequeno lobo, tinha muito que aprender

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PALESTRA INFORMATIVA

Decolamos!
Ontem, no Espaço Vivência, realizou-se a Palestra Informativa sobre o Movimento Escoteiro e seus benefícios e contribuições para a formação de melhores cidadãos.
A palestra ministrada pelo Sr. Paulo Kishi, Coordenador do 32º Distrito Escoteiro, contou com a presença de pais, alunos e funcionários da Escola Natural Vivência, membros da comunidade e representantes de entidades simpáticas ao Movimento Escoteiro.
Aos participantes apresentou-se a proposta da abertura de um novo Grupo Escoteiro, sediado e apoiado pela Escola Natural Vivência, o Grupo Escoteiro do ar Santos Dumont; a proposta foi bem aceita pelos presentes que aproveitaram para tirar as dúvidas a respeito do funcionamento do novo Grupo.
Ao final recebemos das mãos do Sr. Paulo Kishi, o Certificado de Autorização Provisória da União dos Escoteiros do Brasil, em seguida entregamos nosso primeiro certificado de AMIGO ESCOTEIRO à Escola Natural Vivência, em reconhecimento à dedicação, contribuição e carinho para conosco. Se você perdeu a Palestra Informativa, mas gostaria de participar, venha nos fazer uma visita, estaremos realizando nossa 1ª atividade neste sábado dia 29 de outubro às 15:00 h na Escola Natural Vivência.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

NOSSA MARCA

Aproveitamos para apresentar nossa logo marca, aprovada em nossa última reunião no dia 15 de outubro (sábado).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nossa Bandeira Nacional

Na tarde de ontem 13 de outubro de 2011, recebemos do Sr. Paulo Kishi (Presidente o 32º Distrito Escoteiro da Região de São Paulo). a doação de nossa primeira Bandeira Nacional. Uma bela conquista para este grupo que  se fortalece cada vez mais. Ao Sr. Paulo Kishi nosso GRATO, GRATÍSSIMO!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Baden-Powell of Gilwell

Em 22 de fevereiro de 1857 nasceu, em Londres, capital da Inglaterra, o menino Robert Stephenson Smith Baden-Powell, que mais tarde seria famoso no mundo inteiro, como Fundador do Escotismo.
Sendo o mais novo dos irmãos, o menino Robert teve, na companhia dos irmãos mais velhos, uma infância muito divertida, pois Londres daquele tempo era muito diferente da grande cidade de hoje, ainda oferecia muita facilidade para folguedos ao ar livre. Assim, desde menino, Baden-Powell aprendeu, em caminhadas e excursões, a cuidar de si mesmo e ter confiança em si. Embora órfão de pai, sempre encontrou na mãe e em seus irmãos o apoio necessário, e mais tarde lembrava-se da infância, como um tempo muito feliz.
B-P.fez seus estudos em escolas públicas, onde era muito popular e querido por todos, colegas e professores. Nas férias, ele sempre aproveitava para acampar com seus irmãos mais velhos.
Quando terminou os estudos secundários, Baden-Powell ingressou no exército. Como oficial de carreira viajou muito, conhecendo grande parte do mundo. Durante suas viagens conheceu tribos de guerreiros da África, os vaqueiros americanos e conviveu com os índios da América e do Canadá.
Graças à sua competência, honestidade e exemplo como líder de homens, B-P. fez carreira militar brilhante. Podemos citar principalmente a Guerra do Transvaal, em 1889,onde B-P., comandou a guarnição de Mafeking, importante entroncamento ferroviário, cuja posse era de grande valor estratégico. Acidade foi duramente atacada pelas forças inimigas durante meses.
Como havia poucos soldados regulares em Mafeking, B-P. treinou os cidadãos capazes de empunhar uma arma e para isso teve que organizar um grupo de jovens cadetes, os adolescentes da cidade que desempenhavam todas as tarefas de apoio, tais como: cozinha, comunicações, primeiros socorros, etc. Graças a esses recursos, à inteligência e coragem de seu comandante foi possível a cidade resistir a forças muito superiores, até que chegassem reforços. A maneira como os jovens desempenharam suas tarefas, seus exemplos, de dedicação, lealdade, coragem e responsabilidade, causaram grande impressão em Baden-Powell e anos mais tarde, aquele acontecimento teria grande influência na fundação do Escotismo.
Graças aos seus feitos na vida militar, B-P. tornou-se herói em seu país, a Inglaterra. Durante uma viagem à sua Pátria, Baden-Powell viu alguns meninos usando em suas brincadeiras um livro, que ele havia escrito para exploradores do exército e que continha ensinamentos de como acampar e sobreviver em regiões selvagens. Coversando com os amigos ele entusiasmou-se e resolveu realizar, em 1907, na Ilha de Brownsea, um acampamento com 20 rapazes de 12 a 16 anos, onde ensinou uma porção de coisas importantes, como: primeiros socorros, observação, técnicas de segurança para a vida na cidade e na floresta...
Devido aos bons resultados deste acampamento, B-P. começou a escrever o livro "Escotismo para rapazes"que, inicialmente foi publicado em fascículos e vendido nas bancas de jornais.
Os jovens ingleses se entusiasmaram tanto com o livro, que B-P. organizou e fundou o Movimento Escoteiro.
Rapidamente o escotismo se espalhou por vários países do mundo. No Brasil o Escotismo foi fundado em 1910 na cidade do Rio de Janeiro, sendo chamado de "Centro de Boy Scouts do Brasil", organizado por Sub-oficiais dos encouraçados "Minas Gerais", "São Paulo" e "Bahia"que, na Inglaterra, haviam estado em contato com o Movimento Escoteiro recém criado por Baden-Powell.
O escotismo, nascido na Inglaterra, não respeitou fronteiras e alastrou-se por outros países, e já em 1920, em Londres, reuníram-se, num grande acampamento, Escoteiros de várias nacionalidades. Desde então o crescimento do escotismo foi grande e nem as duas guerras mundiais conseguiram enfraquecê-lo. Foi neste primeiro acampamento mundial, chamado de Jamboree, que 20.000 jovens aclamaram B-P., Escoteiro-Chefe Mundial.
Depois de vários anos de dedicação ao Escotismo, viajando pelo mundo e fundando Associações Escoteiras em vários países, B-P. sentiu suas forças declinarem. Retirou-se, então para uma propriedade que possuía próxima à cidade de Nairobi, Quênia, na África. Ali, na companhia da esposa, dividia o tempo entre a pintura, a numerosa correspondência e a visita de amigos. Faleceu na madrugada de 8 de janeiro de 1941, enquanto dormia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SANTOS DUMONT

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no Distrito de Palmira, em Barbacena, MG. Filho de Henrique Dumont, engenheiro civil de obras públicas e mais tarde cafeicultor em Ribeirão Preto, SP, e de Francisca Santos Dumont, filha de tradicional família portuguesa vinda para o Brasil com D. João em 1808.O pai Henrique, de ascendência francesa, teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda Andreúva – direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.

.......Em 1891, Alberto contando 18 anos, emancipado pelo pai, foi para Paris completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar, surgido aos 15 anos com a visão, nos céus de São Paulo, de um balão livre (balões livres são aqueles que fazem sua ascensão sem possuir nenhum tipo de dirigibilidade, ficando ao sabor das correntes aéreas). Ao chegar em Paris, Alberto se admira com os motores de combustão interna a petróleo que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e compra um para si, esquadrinhando todo o seu funcionamento. Logo estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris.

.......Com a morte do pai um ano depois, o jovem Alberto sofre um duro golpe emocional, mas as palavras do velho Henrique não foram esquecidas. Alberto continua os estudos e não se deixa levar pelos encantos perigosos da Cidade-Luz.

.......Em 1897 Alberto, já conhecido como Santos-Dumont pelos próximos, faz seu primeiro vôo num balão livre alugado. Um ano depois projeta e constrói, com a ajuda de operários e construtores de balões franceses, seu primeiro balão livre, o “Brasil”, homenageando sua pátria. Logo em seguida, associando os leves motores de combustão interna a petróleo a seus leves balões e construindo engenhosos lemes, Santos-Dumont inventa os balões dirigíveis: Balão 1, Balão 2, Balão 3, Balão 4, Balão 5, Balão 6, que se sucedem em prêmios no Aeroclube de França e sucesso na imprensa européia, imprensa norte-americana e no Brasil. O inventor agora é o centro das atenções, despertando o interesse militar para seus balões.

.......Em 1905, na platéia de uma corrida de lanchas num quente verão em Cote D’Azur, Santos-Dumont avista uma potente lancha com motor Antoinette de 24 HP, e começa aí a planejar o mais-pesado-que-o-ar. Aproveitado o sucesso dos planadores e em especial o planador cubo de Hargraves, o inventor constrói o primeiro avião, o 14 bis, com o motor Antoinette, usando o balão nº 14 para testes de estabilidade. Já em 7 de setembro de 1906 o 14 Bis deu um primeiro salto no ar, mas faltou potência. Em 23 de outubro, com motor Antoinette de 50 HP, o 14 Bis voou, decolando, mantendo-se no ar por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e aterrisou. Era o primeiro vôo homologado do mais-pesado-que-o-ar, para uma multidão de testemunhas eufóricas no campo de Bagatelle. Toda a imprensa francesa no dia seguinte louvou o fato histórico. Era o triunfo de um obstinado brasileiro e a conquista do prêmio Archdeacon oferecido pelo Aeroclube de França. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor.

.......Santos-Dumont recebeu diversas homenagens por toda a Europa, nos EUA e América Latina, em especial no Brasil, onde foi recebido com festas e euforia. Seus projetos foram aperfeiçoados por outros aviadores e projetistas, já que ele não os patenteava e não desejava adquirir bens materiais com suas invenções, mas idealizava dotar a Humanidade com meios de facilitar as comunicações, desgostando-se com o uso agressivo que o avião teve na I Guerra Mundial. Ainda projetando, vemos Santos-Dumont construir o avião n°19 e n°20, conhecido como Demoiselle, com grande sucesso.

.......Em 1909, cansado e com a saúde já abalada por tantos perigos – afinal era projetista, financiador, construtor e piloto de testes de suas aeronaves – Santos-Dumont resolve deixar de lado os projetos aeronáuticos, recebendo, até a sua morte, em 23 de julho de 1932, muitas e merecidas homenagens no Brasil e no exterior, recebendo o justo epíteto de “o Pai da Aviação”.